Decreto nº 12.573/2025:
o que muda na cibersegurança?

No dia 4 de agosto de 2025, o Governo Federal publicou o Decreto nº 12.573/2025, que institui a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança (E‑Ciber).
A medida consolida um trabalho iniciado em 2020, com a primeira versão da E‑Ciber, e amadurecido em 2023 com a criação do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber). Desde então, o país estruturou iniciativas de defesa digital, capacitação profissional e parcerias com o setor privado que agora se integram em uma estratégia de 3ª geração, alinhada a padrões internacionais.
Os quatro pilares do Decreto nº 12.573/2025 e da nova E‑Ciber
A Estratégia traz cerca de 40 ações estratégicas organizadas em quatro grandes eixos:
🔹 Proteção e conscientização da sociedade segundo o Decreto nº 12.573/2025
Campanhas educativas, capacitação digital e ações específicas para públicos vulneráveis (crianças, idosos, neurodivergentes).
🔹 Segurança e resiliência de infraestruturas críticas
Definição de padrões mínimos de segurança, obrigatoriedade de planos de contingência e certificações para setores essenciais.
🔹 Integração e cooperação multissetorial
Troca de informações entre governo, empresas e sociedade civil, criação de ISACs (centros de análise e compartilhamento) e maior cooperação internacional.
🔹 Soberania tecnológica e governança
Incentivo ao desenvolvimento de soluções nacionais, capacitação de profissionais, fortalecimento da regulação e maior autonomia digital.
Iniciativas em andamento do Decreto nº 12.573/2025
A nova E‑Ciber não começa do zero. Algumas iniciativas já estão em vigor:
- – Governança: atuação do CNCiber, que já organiza resoluções técnicas e grupos de trabalho.
- – Cooperação público-privada: convênios com entidades como a FecomercioSP e o INCC para propostas de maior integração regulatória.
- – Capacitação: programas de formação em cibersegurança para professores, gestores públicos e profissionais de PMEs.
- – Infraestruturas críticas: operações do CDCiber e treinamentos da ENaDCiber em grandes eventos nacionais.
- – Inovação: programas de fomento a startups e PPPs para soluções nacionais de cibersegurança.
Certificações e requisitos regulatórios do Decreto nº 12.573/2025
O decreto estabelece diretrizes que levarão à criação de novas obrigações regulatórias:
- – Certificações para operadores de infraestruturas críticas – setores como energia, saúde, transportes, telecom e finanças deverão comprovar conformidade com padrões nacionais de segurança.
- – Avaliação de conformidade de produtos e serviços – criação de um sistema de certificação nacional, que servirá como referência para compras públicas e privadas.
- – Planos de contingência obrigatórios – todos os operadores de serviços essenciais terão de manter planos de continuidade auditáveis.
- – Participação em mecanismos de cooperação – empresas estratégicas precisarão integrar ISACs e plataformas nacionais de compartilhamento de incidentes.
👉 Em outras palavras: compliance em cibersegurança passará a ser requisito regulatório no Brasil.
Impactos imediatos do Decreto nº 12.573/2025 para as organizações
🏛 Órgãos públicos
- – Revisar políticas internas de segurança da informação.
- – Mapear infraestruturas críticas e atualizar planos de contingência.
- – Integrar-se aos grupos e plataformas do CNCiber (como ReGIC/MISP).
- – Preparar equipes com programas de capacitação já disponíveis.
💼 Empresas privadas
- – Realizar diagnóstico de maturidade em cibersegurança.
- – Iniciar ou reforçar programas de gestão de riscos digitais.
- – Planejar adesão a futuras certificações obrigatórias.
- – Participar ativamente de fóruns de cooperação e ISACs.
- – Investir em treinamento e conscientização de colaboradores.
Concluindo
O Decreto nº 12.573/2025 inaugura um novo ciclo de governança e resiliência digital no Brasil.
- – Para o setor público, significa alinhar processos internos e infraestruturas críticas à estratégia nacional.
- – Para o setor privado, especialmente em setores estratégicos, exige preparação para auditorias, certificações e práticas de compliance digital.
A iTProtect acompanha de perto esses desdobramentos e está pronta para apoiar organizações na adaptação a esse novo cenário — da gestão de vulnerabilidades à construção de programas completos de conformidade e resiliência cibernética.
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